sábado, 16 de fevereiro de 2013

Em duas vidas



(Olho as estrelas e vejo-te
Escuto o canto dos passaros e encontro-te nele
Olho as flores e lá estás tu
Sinto a chuva e tocas-me a pele
Ouço uma música e danço contigo
Abraço a minha almofada
sinto os teus braços
acordo e vejo-te tão perto
que quase sinto o cheiro do amor
observo as nuvens
espero que saias de dentro delas
penso palavras para escrever...
só sai o teu nome
meu amor!)
‘’Tu e eu’’
Adelina Charneca

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Estes baraços que me atam os braços


Sombras de vida
lembranças de dor
sobrevivida
em beijos de amor
dias de lembrança
cheias de alegria
mataram a esperança
de em mim se fazer
vida 
que ninguém vivia
...mordaças que me colocas
peias que atas a meus pés
baraços
que me atam os braços
jazem lá dentro do mar
levados pelas marés...
onde mais nada existe
a não ser restos de tudo
tudo que em nós existia
noutra vida
algum dia!
Adelina Charneca *

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Fazer amor com(o)tempo




...por aqui começa o dia
esperando alguma folia
estou sentada nos degraus da vida
Sei que já é tarde
sei também que o tempo(arde)
na espiral mágica
dos ponteiros do relógio
que mal humorado
me avisa
está na hora de acordar
vamos lá deixar de esperar
que a vida espere por ti
abraça-a,beija-a
faz amor com ela
não finjas o prazer
sente-o com toda a vontade
de o viver e de o ter
em sorrisos e espasmos
tu sabes que podes
em cada dia ,cada hora
que te tarda
faz da tua vida
múltiplos orgasmos
não deixes apagar a chama
deixa apenas que o tempo
em fogueira de amor
de sonhos e de voar
deixa apenas que ele
em ti arda,
te queime por dentro
te abrase por fora
dê suspiros a toda a hora
usa o tempo a teu favor
e vive-o com todo o teu amor!
Adelina Charneca *

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Voa poeta...



...e vai o poeta rimando
ou simplesmente dizendo
com sua veia poética
aquilo que sua alma leva
na esperança de mudar o mundo
ou tão só
na esperança de se mudar
a ele...
muda-te poeta
foge de ti
se tanto for necesssário
liberta-te do que te tolhe
as pernas os braços
todo o teu ser
vai poeta
não fiques aí parado
à espera do que vier
deixa que te interpretem
com mais ou menos inteligência
deixa poeta
rima e diz
de acordo com tua consciência
grande poeta
voa
e nunca te detenhas
com tuas rimas
tira de ti
essas algemas
essas peias
e voa!
Adelina Charneca *

''PARA QUE NÃO DIGAM QUE NÃO FALEI DE POESIA'' Recordo o dia em que no mítico Teatro Tivoli se ouviram inesperadamente as pa...